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Aqui descansaram vidas anónimas. Gentes incógnitas que o tempo fez esquecer. Foram estes os filhos antigos de uma geração que viveu filha do seu próprio tempo, da sua realidade periférica, de um Algarve antigo, esquecido num cantinho do mundo. Aqui repousaram em segredo as vozes de uma outra era, num tempo de renovação mental. Uma recente preocupação – a saúde pública – resultante de uma moderna consciência europeia, viria a ditar por esta altura uma nova obrigatoriedade: doravante, não mais se poderiam enterrar corpos no interior das igrejas ou nas suas imediações. Conquista difícil de se alcançar, já que os enterramentos nas igrejas garantiam o acesso aos céus, mas muitos eram agora os vizinhos, cada vez mais, e, por isso mesmo, havia que perceber que os cemitérios públicos eram de facto uma necessidade. Foi assim em Cacela e em muitos outros sítios, e foram estas as premissas que viriam a impor a construção do Cemitério Antigo.
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A AGECAL e a Universidade do Algarve informam que após o êxito da 1.ª edição da Pós-Graduação em Gestão Cultural, a 2.ª edição passou a grau de Mestrado. O Mestrado em Gestão Cultural pretende formar profissionais altamente qualificados em gestão, administração e mediação cultural, que possam trabalhar em papéis de liderança no âmbito público ou privado, tanto de projectos generalistas como em projectos mais específicos em diversos sectores, tais como: audiovisual, artes do espectáculo, serviços patrimoniais ou artes visuais. Este curso permitirá uma melhor articulação entre a aprendizagem teórica nos campos tradicionais do saber e facilitará ainda o acesso à compreensão dos elementos que constituem a gestão cultural dentro da contemporaneidade. Pretende-se, com essa articulação, promover o desenvolvimento das competências necessárias para que os estudantes possam exercer como profissionais no âmbito da gestão cultural ou dedicar- se a investigação sobre este tema. O objectivo principal é proporcionar uma formação universitária com nível superior de exigência, tanto metodológico, como temático, sobre as tendências e percursos da gestão cultural na actualidade. Para conhecer o programa curricular clique aqui. Para mais informações consute o site www.ualg.pt ou www.fchs.ualg.pt. |
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A Comissão Europeia lançou uma consulta pública via Internet com o objectivo de desenvolver o potencial das indústrias culturais e criativas na Europa. A consulta está ligada a um novo Livro Verde onde se salienta a necessidade de melhorar o acesso ao financiamento, em especial para as pequenas empresas, como factor fundamental para permitir o desenvolvimento do sector e contribuir para um crescimento sustentável e inclusivo. O sector, que inclui as artes do espectáculo, as artes visuais, o património cultural, o cinema e a radiotelevisão, a música, a edição, os jogos de vídeo, os novos média, a arquitectura, o design, o design de moda e a publicidade, proporciona empregos de qualidade a 5 milhões de pessoas na UE.
Contribui em 2,6% para o PIB europeu – o que representa mais do que muitas indústrias transformadoras conseguem. As indústrias culturais e criativas estão também a crescer mais rapidamente do que a maioria dos sectores da economia.
A digitalização e a globalização estão a abrir novas oportunidades de mercado, em especial para pequenas empresas. Não obstante, estas empresas defrontam-se frequentemente com obstáculos para desenvolver plenamente o respectivo potencial. A consulta pública irá incentivar as partes interessadas e outras a considerar questões como as que se seguem:
· Como podemos facilitar o acesso ao financiamento para as pequenas e micro empresas cujo único activo reside na sua criatividade?
· Como pode a UE ajudar a garantir a correcta combinação de competências criativas e gestoras nestes sectores?
· Como podemos fomentar mais inovação e experimentação, designadamente um uso mais amplo das tecnologias da informação e da comunicação?
As indústrias culturais e criativas contribuem igualmente para a competitividade e a coesão social das nossas cidades de regiões. Capitais Europeias da Cultura como Lille, Liverpool e outras mostram que o investimento neste sector gera emprego e ajudam a transformar a imagem das cidades. Ainda que, num primeiro tempo, se desenvolvam aos níveis local e regional, as indústrias culturais e criativas têm um alcance potencialmente global, contribuindo para a presença europeia no mundo. A concessão de apoios às suas envolventes locais e regionais pode proporcionar-lhes uma rampa de lançamento para alcançarem êxito mundial. Estas podem ainda repercutir-se favoravelmente numa ampla gama de outras empresas e no conjunto da sociedade. Os designers, por exemplo, tornaram-se gradualmente uma parte essencial da equipa gestora de muitas grandes empresas.
Esta consulta está aberta aos cidadãos, organizações e, em particular às autoridades nacionais, regionais e locais, instituições Europeias e associações ligadas às indústrias culturais e criativas.
A consulta pública lançada pelo Livro Verde está aberta de 27.04.2010 a 30.07.2010.
Para responder a esta consulta, por favor aceda a: http://ec.europa.eu/culture/our-policy-development/doc2577_en.htm
Antes de participar, por favor leia estas questões: http://ec.europa.eu/culture/our-policy-development/doc/questionnaire_en.pdf
Os resultados desta consulta serão analisados e será elaborado um relatório a ser publicado no mesmo site em Setembro de 2010. |
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